* Referência(s): VASCONCELLOS, Celso dos S. Projeto de Ensino-Aprendizagem. In: VASCONCELLOS,Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2012, p. 94 a 115 e 133 a 155.
Existe
um sistema de maior abrangência a nível nacional que incorpora e reflete as
políticas educacionais, que determina as diretrizes a serem seguidas pelas
demais esferas.
- Planejamento da Escola:
Trata-se do Projeto Político-Pedagógico a ser seguido. Deve ser idealizado por
toda a comunidade escolar - é um documento que diz que tipo de aluno queremos
ter, que tipo de educação vamos trabalhar.
- Planejamento curricular: é
uma proposta geral das experiências que serão oferecidas pela escola, é a
espinha dorsal da escola, desde as séries iniciais até as terminais.
- Projeto de
Ensino-Aprendizagem: plano mais próximo da prática do professor e da sala de
aula. subdivide-se em Plano de curso e plano de aula.
- Projeto de trabalho: são
projetos de ensino e aprendizagem a curto prazo utilizando
interdisciplinaridade.
- Planejamento Setorial: É
nesse momento que os professores se encontram (direção,coordenação/supervisão,
orientação, secretaria, etc.)
Então
temos três grandes níveis de planejamento:
o planejamento da escola, o plano de ensino ou plano curricular e o
plano de aula. O planejamento da escola é o plano integral da instituição
composto pelos referenciais que dizem respeito aos objetivos e metas
estabelecidas para cada uma das dimensões de gestão da escola: pedagógica,
administrativa, recursos humanos, recursos financeiros e resultados
educacionais. O plano curricular ou de ensino constitui-se no referencial com
os fundamentos de cada disciplina. Nele devem estar expressos as expectativas
de aprendizagem, os conteúdos previstos e as propostas de avaliação para cada
ano/série. Em coerência com o planejamento da escola e com o plano de ensino, o
plano de aula deve constituir-se na organização didática do processo de ensino
destinado a cada turma, levando em consideração tanto as defasagens como os
conhecimentos prévios dos alunos de modo a garantir que todos os alunos
alcancem os objetivos de aprendizagem contidos no plano de ensino; contudo,
enquanto instrumento personalizado de trabalho deve ser desenvolvido para
atingir os objetivos de cada turma em separado.
É
impossível realizar um processo de ensino e aprendizagem sem planejar porque o planejamento é uma coisa inerente ao
ser humano. Então, sempre temos algum plano, mesmo que não esteja sistematizado
por escrito. Agora, quando falamos em processo de ensino e aprendizagem,
estamos falando de algo muito sério, que precisa ser planejado, com qualidade e
intencionalidade. Planejar é antecipar ações para atingir certos objetivos, que
vêm de necessidades criadas por uma determinada realidade, e, sobretudo, agir de
acordo com essas ideias antecipadas.
Planejar
o processo educativo significa, portanto, organizar, racionalizar e coordenar a
ação docente visando a articulação entre os programas curriculares (oficiais ou
de redes privadas), a prática da sala de aula e as problemáticas inerentes ao
contexto social e cultural onde cada instituição está inserida. Nesse sentido,
quanto maior a clareza do docente no que diz respeito ao conceito de
planejamento e ao ato de planejar propriamente dito, maior liberdade e autonomia
serão aplicadas no processo de ensino e aprendizagem. Logo, a tarefa de ensinar
não pode ser concebida como um processo cujos resultados estão definidos e
podem ser pré-determinados como produto de uma ação mecanizada, pois a sala de
aula constitui-se como espaço privilegiado de negociação, formação do
pensamento crítico e de produção de novos sentidos ao conhecimento formal a
partir de situações de aprendizagem previamente planejadas.
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