sexta-feira, 26 de outubro de 2018

26/10/2018__Plano de Aula e Videoaula sobre_Família Pinaceae




Nos foi proposta uma atividade avaliativa interdisciplinar entre os componentes curriculares de Metodologia de Ensino de Ciências e Biologia e Botânica Sistemática II:  a criação de uma vídeo aula, incluindo o seu plano de aula (roteiro). Meu conteúdo é sobre a Família Pinaceae.

outubro 25, 2018_PLANO DE AULA E VÍDEO AULA
Instituição: Instituto Federal do RS - Campus Vacaria
Ano/Série: Ensino Médio
Componente Curricular: Metodologia de Ens. De Ciências e Biologia
                                                  Botânica Sist. II – Plantas Vasculares
Professor(a)/Acadêmico:  Adriana Bueno
                                        Thalita Zimmermann

PLANO DE AULA - VÍDEOAULA
I. ANÁLISE DA REALIDADE
Assunto: Família Pinaceae
Necessidades: A família Pinaceae é uma das mais importantes dentro do grupo das Coníferas, em termos ecológicos e econômicos. Tem sua madeira utilizada em diversas indústrias de construção, e o fornecimento de resinas específico de algumas espécies utilizado na indústria farmacêutica, sendo também amplamente utilizada na produção de celulose, daí a importância de um estudo mais aprofundado sobre essa família, suas características, sua importância. Nessa videoaula, falaremos mais sobre o gênero Pinus, como representante da Família Pinaceae.
II. PROJEÇÃO DE FINALIDADES
Objetivo(s):
- Organizar dados gerais sobre o Filo Coniferophyta;
- Conhecer as principais características morfológicas das plantas pertencentes à Família Pinaceae;
- Determinar onde estão distribuídas as principais espécies da Família Pinaceae no mundo;
- Compreender a importância dessa família;
III. FORMAS DE MEDIAÇÃO
Conteúdo(s): Pinaceae
- síntese do Filo Coniferophyta
-  principais características morfológicas;
- distribuição: principais espécies no mundo, Brasil e no Estado do Rio Grande do Sul
(com foco em Vacaria);
- importância (econômica, medicinal, ecológica);


Metodologia:

CENA
SOM
IMAGEM
1
Apresentação
CABEÇA
2
1.º MOMENTO: MOBILIZAÇÃO PARA O CONHECIMENTO

Apresentação de um pinheirinho de Pinus com a seguinte pergunta: Vocês conhecem esta planta?
Ela pertence à divisão Coniferophyta, à classe Pinopsida, ordem Pinales, Família Pinaceae, Gênero Pinus e à espécie Pinus elliottii.
É sobre ela que vamos falar!
3
2.º MOMENTO: CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

Inicialmente, vamos falar, de forma mais ampla, sobre a ordem das coníferas.
Pinheiros, abetos, ciprestes, tuias e sequoias gigantes constituem o maior e mais importante grupo das gimnospermas. Os integrantes desses grupos são denominados coníferas, pois carregam as sementes em estruturas especiais denominadas estróbilos, que lembram muito cones, sendo o masculino menor que o feminino. Estes protegem os óvulos e as sementes e também facilitam a polinização e a dispersão.
As coníferas surgiram há, mais ou menos, 300 milhões de anos atrás. Compõem o maior grupo dentre as gimnospermas atuais → 7 famílias; 70 gêneros e cerca de 630 espécies.
Na maior parte dos gêneros, as folhas são persistentes, geralmente conservando-se por vários anos antes de caírem. O caule pode ser bem espesso, contem xilema (constituído por traqueídes), e floema (por células crivadas), e produz resina no floema, em células especializadas. Algumas sequoias atingem 50 metros de espessura.
Sua maior conquista evolutiva foi a independência d’água para reproduzirem-se. A maior parte das espécies é monóica e os órgãos sexuais encontram-se arranjados em estruturas chamadas estróbilos.
Os grãos de pólen são produzidos pelos microesporângios. Após a polinização, quando encontra o cone feminino, o tubo polínico é produzido e atinge o arquegônio, ocorrendo então a fecundação, que dá origem ao zigoto e forma a semente. As escamas se abrem após a fecundação liberando as sementes.
Agora, finalmente, vamos ao nosso objetivo principal: a Família Pinaceae, mais precisamente, falando do Gênero Pinus.
Pinaceae é a designação atribuída a uma família das gimnospermas, plantas sem flor e frutos.
Esta família inclui cerca de 10 gêneros que reúnem cerca de 220 espécies, sendo que só o gênero Pinus possui cerca de 100 espécies. As espécies mais associadas a esta família são os pinheiros (Pinus) e os cedros (Cedrus).
As folhas pertencentes a esta família possuem uma forma muito caraterística, são aciculares, isto é, assumem a forma de agulhas (particularmente no gênero Pinus). Estas folhas são simples, e com disposição alterna, definindo a inserção das folhas em feixes aos pares ou em grupos de três por fascículo. A maioria destes indivíduos é perene.
As espécies que habitam climas frios possuem diversas adaptações que lhes permite sobreviver às baixas temperaturas, como por exemplo,  a forma piramidal da sua copa, assim como a produção de óleos, que impedem que estes indivíduos congelem.
São plantas monoicas (estróbilo masculino e feminino na mesma planta) e possuem  sementes aladas.
O ciclo de vida completo do Pinus pode estender-se a três anos. Falando da distribuição geográfica, a família Pinaceae ocorre em regiões temperadas da América do Norte (com exceção da  Araucaria e Podocarpus). Pode ser encontrada também no Hemisfério Sul, mas não são endêmicas, ou seja, não são nativas do nosso território. No Brasil, as espécies estão distribuídas no Centro-Oeste (Distrito-Federal e Goiás), no Sudeste (Espirito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e no Sul do país (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina). Os principais domínios fitogeográficos são o Cerrado e a Mata Atlântica.
Em relação à sua importância econômica, medicinal e ecológica, o gênero Pinus compreende cerca de 90 espécies, nativas do hemisfério norte.  Constitui um grupo de enorme importância econômica.  Os Pinus produzem madeira de baixa densidade, sendo muito utilizada para caixotaria, carvão, indústria de sapatos e lápis, e sua fibra longa é usada como celulose para produção de alguns tipos de papéis (papelão, papel pardo, etc.). Além da madeira, várias espécies fornecem resinas utilizadas para diversos fins, e seus óleos como componentes da indústria farmacêutica, da indústria de conglomerados e de tintas, sendo também comercializadas como árvores de Natal.
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3.º MOMENTO: SÍNTESE DO CONHECIMENTO

A família Pinaceae pertence ao grupo das Coníferas, compõem o maior agrupamento das  gimnospermas viventes, e tratam do início do Carbonífero, há 300 milhões de anos. As Pinaceae são a família mais importante dentro das Coníferas em termos ecológicos e econômicos, tendo sua madeira utilizada em diversas indústrias de construção e o fornecimento de resinas específico de algumas espécies utilizado na indústria farmacêutica. Elas têm ocorrência natural no hemisfério norte e foram cultivadas com sucesso no hemisfério sul, sendo Pinus e Cedrus os gêneros mais conhecidos.
5
Finalização e despedida
CABEÇA
Tempo: Entre 4 e 5 minutos.
Recursos: slides, notebook, câmera e um pinheirinho (Pinus elliottii).

Avaliação:



Tarefa:
- Fazer um comentário sobre o que acabou de assistir, se aprendeu algo novo, enfim, se a finalidade da videoaula foi alcançada.
- Responder ao questionamento sobre a validade da introdução de uma espécie exótica no país;

Observações:




Referências:
VASCONCELLOS, Celso dos S. Construção do Conhecimento em sala de aula. São Paulo: Libertad, 2002.
VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2012.
Disponível em: < http://www.esalq.usp.br/trilhas/gim/gim05.htm. > Acesso em: 20/10/2018.
Disponível em: <http://knoow.net/ciencterravida/biologia/pinaceae-familia/> Acesso em: 20/10/2018.




Anexo(s):




Vacaria,12 de outubro de 2018.

Rejani Kramer Pereira
Professor(a)/Acadêmico
Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas




















quarta-feira, 17 de outubro de 2018

11,17/10/18 As sequências Didáticas e as Sequências de Conteúdo


Referência: ZABALA, Antoni. A Prática Educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas,1998.
O livro de Zabala objetiva “oferecer determinados instrumentos que ajudem [os professores] a interpretar o que acontece na aula, conhecer melhor o que pode se fazer e o que foge às suas possibilidades; saber que medidas podem tomar para recuperar o que funciona e generalizá-lo, assim como para revisar o que não está tão claro” (p.24).

1     1 - Relatar a análise e apresentação das 4 unidades didáticas:
Unidade 1: A  aprendiz agem  consiste  na  reprodução  da   informação.  É fundamentalmente conceitual, onde os alunos memorizam e repetem sem tê-lo compreendido.
Unidade 2: São conteúdos conceituais e procedimentais. Os conteúdos atitudinais aparecem somente na fase do diálogo entre alunos e professor.
Unidade 3: Aqui há a intenção de fazer com que os alunos cheguem a conhecer determinados conteúdos de caráter conceitual. Para sua compreensão, utilizam-se o diálogo e o debate. Há conteúdos atitudinais mas que não são avaliados.
Unidade 4: Nesta unidade aparecem todos os conteúdos: conceituais, procedimentais e atitudinais. O educador espera que os alunos “saibam”, “saibam fazer” e “que cada vez mais sejam”.

2 -  Os diferentes tipos de conteúdos e como ensinar:
A - Conteúdos Factuais:  Considera-se que o aluno aprendeu um conteúdo factual quando é capaz de reproduzi-lo, portanto, a compreensão não é necessária. Diz-se que o aluno aprendeu quando é capaz de recordar e expressar de maneira exata o original. Quando se referem a acontecimentos pede-se uma lembrança o mais fiel possível. Se já se tem uma boa compreensão dos conceitos a que se referem os dados, fatos ou acontecimentos, a atividade fundamental para sua aprendizagem é a cópia.
B - Conteúdos Procedimentais: Considera-se  que  o  aluno aprendeu  quando  este  é  capaz  não   apenas  repetir  sua  definição,  mas  também   utilizá-la  para  a  interpretação,  compreensão  ou  exposição  de  um  fenômeno  ou  situação;  quando  é  capaz   de  situar  os  fatos ,  objetos   ou  situações   concretas   naquele  conceito  que   os  inclui.

C -  Conteúdos atitudinais: O  termo conteúdo  atitudinal engloba  valores ,   atitudes   e  normas.  Considera -s e  que  o  aluno  adquiriu  um   valor  quando  este  foi  interiorizado  e  foram   elaborados  critérios  para  tomar posição  frente  àquilo  que  deve  s e  considerar  positivo  ou  negativo.  Que  aprendeu  uma atitude  quando  pensa,  sente  e  atua  de  uma  forma  mais  ou  menos  constante  frente  ao objeto  concreto  para  quem   dirige  esta  atitude.  E  que  aprendeu  uma  norma quando  interioriza  a  mesma  e  aceita  c omo  regra básica de funcionamento da coletividade que a rege.


Disponível em: http://atelierdeducadores.blogspot.com/2010/12/sequencias-didaticas.html Acesso em: 02/12/2018.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

02/10/2018_ Planejamento e Aplicação de Plano de Aula

02/10/2018_ Planejamento e Aplicação de Plano de Aula

O planejamento das atividades  de uma aula dada é o elemento-chave para o ensino eficaz e deve ser feito para cada dia de aula. Sem ele, os objetivos de aprendizagem perdem o sentido. Por isso, um plano de aula deve conter, ainda que de maneira resumida, as decisões pedagógicas do professor a respeito do que ensinar, como ensinar e como avaliar o que ensinou.
Entretanto, seja o professor experiente ou iniciante, seu plano de aula deve conter uma estrutura básica, que é a mesma para todos os casos. O que pode variar é o nível de detalhes e a forma de registro, que alteram de acordo com a experiência e o estilo de cada professor.
O primeiro grupo a apresentar-se trabalhou com o "Sistema Digestório". O que mais me chamou a atenção foi a forma prática que encontraram de demonstrar como ocorre a digestão dos alimentos no estômago, com uma experiência simples: um saquinho plástico, com  suco de limão, banana e biscoito triturado. Adorei!
No segundo, o tema abordado foi o "Sistema Respiratório", onde construímos com materiais de sucata, todo o sistema. Ótima maneira de demonstrar o aprendizado!
Depois veio o tema "Nutrientes e Alimentação equilibrada" onde, de forma prática, foi construída uma pirâmide alimentar, onde pudemos comprovar o que aprendemos sobre o assunto.
A próxima aula foi sobre "Nutrição e Saúde", sobre como nos alimentar de forma correta e saudável, e sobre a diferença entre nutrição e alimentação. Interessantíssimo!
Vimos também, uma aula sobre "Ecologia e Relações Ecológicas". As professoras foram felizes em todo o planejamento, principalmente na construção de um terrário, que englobava todos os tópicos trabalhados.
E por fim, uma aula sobre "Cadeias e Teias Alimentares", muito interessante.
Assim como fomos "alunos" de nossos colegas em suas aplicações dos planos, também fomos "professores" para eles. Relato agora, como foi planejarmos e aplicarmos a nossa aula.

A princípio, planejar sobre determinado assunto nos leva a pensar na melhor forma de introduzirmos o assunto: um plano para dois períodos de 50 minutos cada, sobre as Propriedades Físicas da Água, para um 6º ano do Ensino Fundamental.
Como tornar meu planejamento algo consistente e que tivesse  fluência?
Foi preciso responder questões como esta e outras a respeito de como tratar as diversas atividades planejadas relacionando uma com a outra sem fragmentá-las e criando assim uma continuidade e compreensão nos alunos.
Embasados em teorias educacionais, algumas aprendidas recentemente, outras repetindo padrões , experiências vividas anteriormente, buscamos através de muitas pesquisas, a melhor forma de apresentação do conteúdo que, diga-se de passagem, exigia domínio ou o plano desandaria. Quais objetivos queríamos atingir com esta aula, como desenvolveríamos as atividades escolhidas e como demonstraríamos a parte prática, as experiências que comprovassem o que estávamos ensinando.
Uma vez traçada a metodologia  que, no primeiro momento seria a mobilização para o conhecimento, em seguida a sua construção e por fim a sua síntese, a aula estava planejada.
Chegou o dia da apresentação da aula.
Alguns percalços pelo caminho... Mesmo testando tudo antes da aula, tivemos problemas técnicos na apresentação dos vídeos, necessários para a aula. Seguimos em frente mesmo assim, mudando rapidamente de estratégia, usando o quadro branco, desenhando, enfim, fazendo (pelo menos eu) o que mais gosto de fazer: levar conhecimento e aprender junto aos alunos: lecionar!
Todo conteúdo de ciências está presente na vida dos alunos e precisamos estabelecer essa relação entre a teoria e prática, pois a princípio, essas relações parecem de difícil visualização para o aluno. No 6º ano, por exemplo, o conteúdo foi debatido e trazido para o cotidiano do aluno. Vale lembrar que o tema Água e suas propriedades físicas faz parte da vida diária dos alunos e de certo modo foi mais fácil preparar várias atividades para serem desenvolvidas com eles e por eles. Ao  realizar experiências práticas de Ciências, procurou-se esclarecer qualquer dúvida que os alunos pudessem ter da “imagem” do assunto abordado.
Para encerrar esse relato, falando por mim agora, não posso deixar de registrar que, ao planejar a aula com um pouquinho mais de sofisticação do que estou acostumada, não que tenha apresentado algo desconhecido para mim, mas não tão usual nas aulas diárias, estava buscando um desafio, sair da minha "zona de conforto", e realmente foi o que encontrei nessa experiência. Precisamos ter sempre, como diz a minha professora, uma carta na manga, pois planejamento quer dizer exatamente isso, não necessariamente uma realização. Precisamos estar preparadas para os reveses, contratempos, eles acontecem o tempo todo.

A seguir, o modelo do plano de aula aplicado no dia 11/09/2018.


PLANO DE AULA


I - Análise da Realidade

Assunto:
 Propriedades físicas da água
Necessidades:
 Mostrar aos alunos as várias propriedades da água, para que mais adiante lhes seja mais fácil compreender a participação desta importante molécula nos diversos processos biológicos. A maioria das reações químicas que ocorre nos seres vivos acontece em meio aquoso, daí a importância de conhecerem suas várias peculiaridades.

II - Projeção de Finalidades

Objetivo(s):
- Reconhecer algumas propriedades da água: solubilidade, tensão superficial, densidade, calor específico e calor latente.
- Compreender o conceito de cada uma das propriedades físicas da água trabalhadas;
- Valorizar a observação como fonte de informação e de explicação através de experiências práticas;

III - Formas de Mediação

Metodologia:
1.º MOMENTO: MOBILIZAÇÃO PARA O CONHECIMENTO
A partir da apresentação de um copo d’água com cubos de gelo, fazer um levantamento de conhecimentos prévios dos alunos, tais como:
1.      Por que o gelo não afunda na água?
2.      Se tirarmos o gelo e colocarmos um pequeno prego na água do copo, ele vai afundar. Como você explica esse fenômeno?
3.      Por que 1 kg de algodão ocupa maior volume que 1 kg de chumbo?
          Respostas pessoais.
Depois da aula dada, voltar a essas questões para que os alunos comparem as respostas que deram no início e depois de aprenderem sobre esse assunto.

2.º MOMENTO: CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
Apresentação de um vídeo, onde os alunos relembrarão assuntos já trabalhados anteriormente.

 Estados físicos e propriedades da água #6
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=6Ox5nhdytjo. Acesso em: 23/06/2018Vídeo de 16 minutos.

Os alunos verão, a seguir, dois vídeos apresentando experiências práticas sobre algumas propriedades, as quais irão repetir ao final da aula, com materiais previamente preparados pela professora.
O primeiro será sobre Experiência Densidade;
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=_AKmCfV89aE > Acesso em: 23/06/2018 – vídeo de 3:46;

O segundo será sobre Tensão superficial - Experiências Fantásticas;
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=QlxzUqpsYns > Acesso em: 23/06/2018– vídeo de 3:42;

Após, os alunos receberão o conteúdo em folhas xerocadas e a professora dará andamento à aula, explicando cada propriedade, sempre fazendo questionamentos sobre cada uma delas, permitindo assim a participação dos alunos na construção do conhecimento, provocando-os, instigando-os para que exponham suas dúvidas e, muitas vezes, a que cheguem sozinhos, à compreensão dos conceitos.

 3.º MOMENTO: SÍNTESE DO CONHECIMENTO
Aplicar questões de assimilação do conteúdo, fazendo com que os alunos reflitam sobre o que está sendo explanado, tais como:
1.         Como um bloco de gelo com um volume tão grande (iceberg) consegue flutuar no mar?
Resposta esperada: A densidade do gelo é menor que a densidade da água líquida.
2.         O peso de um objeto influencia sua capacidade de flutuar na água?
Massa é a quantidade de matéria presente em um corpo e medida numa balança.
O peso é uma relação entre a massa de um corpo e a gravidade do lugar onde está ( na Terra ou na Lua, por exemplo).
Resposta esperada: Não, o que influencia é sua densidade, que é a relação entre massa e volume.
3.         Olhando a imagem do inseto sobre a água que está ilustrando o conteúdo da tensão superficial, responda? Se fosse colocada uma gota de detergente nessa água, o que poderia acontecer?
Resposta esperada: O inseto poderia afundar na água, pois a tensão superficial da água seria rompida pelo detergente.

Esta atividade poderá ser realizada em duplas, para propiciar troca de ideias sobre o assunto.
Pelo pouco tempo ainda restante da aula, a professora organizará os materiais necessários para que sejam realizadas apenas duas experiências práticas em sala. Eles mesmos escolherão quem participará ativamente da experiência, manipulando os materiais, e os restantes observarão os trabalhos
Tempo:
Dois (2) períodos de 50 minutos cada.
Recursos:
- Datashow e computador;
- folhas xerocadas com o conteúdo da aula impressos;
- Material para experiência 01: 4 copos transparentes, massa de modelar, tampa de caneta esferográfica, caneta p/ retroprojetor, água, sal e colher de sopa.
- Material para experiência 02: prato, água, detergente, palitos de dente e talco.
Avaliação:
O aluno será avaliado a partir da observação e anotação, em ficha impressa, ao que se refere à:
- manipulação de materiais nas atividades práticas;
- atendimento ao que é solicitado no roteiro da aula prática;
- ao registro dos fenômenos observados;
- organização das informações obtidas nos experimentos;
- utilização de linguagem científica ao explicar os fenômenos observados;
- em relatórios, a expressão de ideias alicerçadas em argumentos válidos.
Depois da aplicação da aula:
Baseando-nos na observação direta, na ficha de avaliação preparada para esta aula e nas atividades de verificação entregues aos alunos, as quais nos devolveram respondidas, pudemos verificar que os objetivos propostos foram atingidos em sua grande maioria. Apenas 2 ou 3 alunos não deram as respostas esperadas em relação ao conteúdo, resultados devidamente registrados. Notamos também que alguns não se envolveram nas atividades práticas da aula, embora soubessem que as experiências eram de fundamental importância para a síntese do conhecimento adquirido. O desempenho dos mesmos também está registrado.
Tarefa:
Buscar vídeos na Internet sobre as demais propriedades da água que não foram trabalhadas nas práticas de sala de aula, realizá-las e fazer um pequeno relatório sobre o que observaram. Entregar o relatório por escrito na próxima aula.
 Observações:
- Registrar o andamento da aula, se os objetivos foram atingidos, se houve tempo hábil para todas as atividades previstas, avaliando assim a caminhada e corrigir o que não deu certo, para que as aulas futuras tenham um melhor rendimento.
- A parte prática dessa aula tanto pode ser desenvolvida na própria sala de aula como no laboratório da escola. Para tudo dar certo dentro do tempo disponível, basta que a professora se organize e deixe todos os materiais separados e alinhados, previamente.
Referências:
VASCONCELLOS, Celso dos S. Construção do Conhecimento em sala de aula. São Paulo: Libertad, 2002.
VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino Aprendizagem e Projeto
 Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2012.
SANTOS, Wildson e MÓL, Gerson (coord.). Química Cidadã. Vol. 1. FNDE – Ministério da Educação. Brasília: AJS, 2012.
LEONEL, KARINA & ELISANGELA. Ciências – Projeto Radix. FNDE – Ministério da Educação. Brasília: Scipione, 2011.
Conteúdo:
Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/propriedades-da-agua/>. Acesso em: 23/06/2018.
Vídeos:
Disponíveis em: <https://www.youtube.com/?hl=pt&gl=BR > Acesso em: 23/06/2018.


Anexo(s):


Conteúdo fornecido aos alunos, em folhas xerocadas, para melhor otimização do tempo.

               Propriedades da Água
A água tem características especiais que permitem a vida no planeta, entre elas, sua grande capacidade de dissolver substâncias, além de conter nutrientes orgânicos e inorgânicos, é encontrada em maior quantidade na forma líquida, aspectos essenciais aos seres vivos.
Se comparada com o ar, ela possui valores maiores de densidade, resistência à passagem da luz e calor específico.

A Estrutura da Molécula da Água
A fórmula da água, H20, indica que é composta por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Esses átomos compartilham de forma desigual os elétrons, criando uma polaridade (cargas positivas e negativas).
Em outras palavras, a molécula da água é polar e por isso as moléculas ligam-se através de pontes de hidrogênio, que são bem fortes.
A água na natureza pode ser encontrada no estado sólido nas geleiras de regiões muito frias, no estado de vapor formando a atmosfera e as nuvens, ou como líquido nos rios, mares e outros corpos aquáticos.
A forma mais abundante na natureza, nas condições normais de temperatura e pressão, é a líquida graças à sua estrutura química, além do fato de ter um alto ponto de ebulição (só ferve aos 100°).
Essas características da molécula da água influenciam várias propriedades químicas e físicas da água, como a tensão superficial, o calor específico, a solubilidade, entre outras, explicadas a seguir.

SOLUBILIDADE
A água é um excelente solvente porque é capaz de dissolver enorme quantidade de substâncias. As substâncias que se dissolvem são chamadas solutos e ao serem misturadas com o solvente formam uma solução. Essa propriedade é muito importante para os seres vivos porque absorvem nutrientes (como o cálcio, o magnésio, etc) dissolvidos na água que bebem.
Exemplo: quando o sal é adicionado na água e misturado forma uma solução.

TENSÃO SUPERFICIAL


A tensão superficial é uma propriedade física que resulta da força de atração entre as moléculas internas e da superfície.
Nas moléculas internas, como as forças são em todas as direções elas se anulam, já na superfície as forças de coesão puxam para os lados e para baixo, desse modo, fazem com que a superfície fique como uma película elástica.
A tensão superficial da água decresce com o aumento da temperatura e com a quantidade de substâncias orgânicas dissolvidas. Detergentes e sabões em pó e outros compostos que contêm substâncias tensoativas diminuem a tensão superficial de ecossistemas aquáticos, prejudicando os organismos que vivem na superfície da água.


Exemplo: um inseto consegue caminhar sobre a água por causa da tensão superficial. Muitos organismos marinhos vivem nessa região da película como os protozoários, as bactérias,  entre outros.
DENSIDADE

Densidade é a relação existente entre a massa e o volume de um material, a uma dada pressão e temperatura.

É, portanto, uma medida da concentração da massa em certo volume, ou seja, determina o quanto a substância é compacta.
No SI (Sistema Internacional de Unidades), a unidade de densidade é o quilograma por metro cúbico (kg/m3). No entanto, os mais utilizados são g/cm3 e o g/ml, lembrando que 1 cm3 equivale a 1 ml.
A densidade pode ser expressa para uma substância ou para uma mistura de substâncias. Por exemplo, a densidade da água nas condições ambientes é igual a 1,00 g/cm3, o que quer dizer que em 1 cm3 ou em 1 mL, há 1,0 g de água.
densidade da água varia e diminui em temperaturas menores. Isso explica porque o gelo flutua na superfície da água.

A forma sólida da maioria das substâncias é mais densa que a fase líquida, pelo que um bloco de uma substância sólida pura afunda num recipiente cheio da mesma substância líquida pura. Mas, ao contrário, um bloco de gelo comum flutua num recipiente com água, porque a água sólida (gelo) é menos densa que a água líquida.

Ao contrário dos outros elementos, quando congelada, a água dilata, aumentando seu volume. O aumento de volume causa uma diminuição da densidade, fazendo com que o gelo seja menos denso que a água líquida e flutue. O gelo tem uma estrutura muito diferente da existente na água líquida, já que as moléculas se alinham numa rede regular, em vez da forma mais aleatória (ao acaso) da forma líquida. Acontece que a disposição da estrutura do gelo permite que moléculas de água estejam mais dispersas do que num líquido, e, assim, o gelo é menos denso.
Exemplo: a superfície dos lagos congela devido a essa diferença de densidade em relação ao interior do lago.
CALOR ESPECÍFICO
O calor específico ou capacidade térmica da água é a quantidade de calor que é preciso para elevar em 1°C a temperatura de 1g de uma substância.
A água tem um elevado calor específico, o que significa dizer, que ele consegue aumentar ou diminuir bastante sua temperatura sem mudar de estado físico, mas por outro lado isso demora mais a acontecer, se comparado com outras substâncias.
Porque é o calor específico tão importante?
​O elevado calor específico da água é muito importante na regulação dos extremos ambientais, em particular nos sistemas aquáticos, que assim vêem a sua temperatura variar de forma gradual ao longo do ano, permitindo que os seres vivos, como os peixes, se adaptem.
Exemplo: como a água ocupa cerca de 70% da superfície terrestre, essa propriedade ajuda a controlar o aquecimento do planeta. Os oceanos guardam o calor no tempo quente que é liberado no tempo frio.

CALOR LATENTE
Representa a quantidade de calor necessária para que a substância mude de estado físico. O calor latente de vaporização e de fusão da água é muito elevado,  de modo que evita que ela congele ou evapore muito rapidamente.

Exemplo: o elevado calor latente de fusão da água não permite que ela congele rapidamente, evitando assim que os organismos de ambientes frios congelem.

MODELO DA FICHA DE AVALIAÇÃO

FICHA DA AVALIAÇÃO

 – PROPRIEDADES FÍSICAS DA ÁGUA –


NOME OU Nº CHAMADA DO ALUNO



1
2
3
4
5
6
7
8
9...
S – N - +/-









Habilidades observadas









1 - manipulação de materiais nas atividades práticas;









2 - atendimento ao que é solicitado no roteiro da aula prática;









3 - ao registro dos fenômenos observados;









4 - organização das informações obtidas nos experimentos;









5 - utilização de linguagem científica ao explicar os fenômenos observados;









6 - em relatórios, a expressão de ideias alicerçadas em argumentos válidos.









Observações:
















Esta ficha é só uma ideia, podendo ser alterada de acordo com a necessidade do professor.

                                                                                     Vacaria, 26 de agosto de 2018.

                                        Edson Almeida, Edson Z. e Rejani Kramer Pereira
Professores/Acadêmicos

Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas