22/03/2018
- A DIDÁTICA E AS TAREFAS DO PROFESSOR
Referência(s): LIBÂNEO,
José Carlos. A didática e as tarefas do professor. In: Didática: Teoria da
Instrução e do Ensino. In: LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 14ª ed. São Paulo:
Cortez, 1999.
PLANEJAMENTO
ESCOLAR
De acordo com Libâneo, planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão
das atividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face dos
objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo
de ensino.
Em seu
texto Planejamento Escolar, Libâneo aborda a importância do planejamento
escolar, os requisitos gerais para o planejamento, o plano da escola, o plano
de ensino e o plano de aula.


A
Importância do Planejamento Escolar
Segundo
Libâneo, o ensino não pode se restringir somente as atividades em sala de aula,
que o aprendizado está absolutamente ligado às experiências de vida dos alunos
e às exigências sociais, que no planejamento deve-se articular a atividade
escolar com os problemas da realidade dos alunos. E quais são estas realidades?
Estamos falando de influências econômicas, políticas e culturais que envolvem a escola, os professores, os alunos, os pais e a comunidade em geral. Sendo
assim, o planejamento escolar tem a função de explicitar princípios, diretrizes
e procedimentos do trabalho docente; expressar os vínculos entre o
posicionamento filosófico, político-pedagógico e profissional; assegurar a
racionalização, organização e coordenação do trabalho docente; prever objetivos,
conteúdos e métodos; assegurar a unidade e a coerência do trabalho docente;
atualizar o conteúdo do plano sempre que for revisto e facilitar a preparação das
aulas.
Enfim, o
plano é um guia de orientação, onde sua função é orientar a prática, onde esta
não pode ser um documento rígido e absoluto, pois sofre na medida do possível,
modificações face às condições reais da sociedade e do contexto escolar.
Portanto, o plano de aula deve ser como um guia de orientação e deve apresentar
ordem sequencial, ser objetivo, flexível e coerente. Além disso, o plano deve
ter uma ordem sequencial, progressiva. Visando sempre alcançar os objetivos,
são necessários vários passos, de modo que a ação docente obedeça a uma
sequência lógica. Devemos considerar a objetividade, que é entender a
correspondência do plano com a realidade a que se vai aplicar, é tomar
conhecimento da realidade como ponto de partida e trabalhar os pré-requisitos para
que assim possamos superar as condições existentes.
O plano
deve ter coerência entre os objetivos gerais, os objetivos específicos,
conteúdos, métodos e avaliação. Coerência é a relação que deve existir entre as
ideias e a prática. Deve ter também uma flexibilidade, estando sempre sujeito a
alterações, devido a instabilidade da realidade atual.
O plano da
escola é mais global, tratando assim do sistema escolar, projeto político- pedagógico e os planos de ensino.
O plano de
ensino, segundo o autor, é a previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para um ano ou
semestre: é um documento mais elaborado, dividido por unidades sequenciais, no
qual aparecem objetivos específicos, conteúdos e desenvolvimento metodológico.
Já o plano de
aula, segundo Libâneo, é a previsão do desenvolvimento do conteúdo para uma aula
ou conjunto de aulas e tem um caráter bastante específico. Para isso é preciso
que os planos estejam continuamente ligados à prática, de modo que tenham que
ser revisados e refeitos de acordo com as necessidades.
A DIREÇÃO
DO ENSINO E DA APRENDIZAGEM
Em relação
à qualidade da aprendizagem, é necessário analisar o ensino do professor e o
projeto pedagógico com as seguintes reflexões: ´´O que os alunos aprendem? Como
aprendem? Em que grau são capazes de pensar e agir com o que aprendem?´´ Devem
ser trabalhados conteúdos concretos e não abstratos para serem trabalhados em
confronto com a realidade. Não se busca trabalhar o conteúdo pelo conteúdo, mas
sim selecionar o que são significativos para o educando...
O
professor precisa reconhecer as diferenças culturais vinculadas á origem social
e cultural dos alunos e aprender a relacionar o trabalho que se faz na
sala de aula com as vidas que os alunos levam fora da escola e com as
diferentes capacidades, motivações, formas de aprendizagem de cada um, para que
eles sejam capazes de interpretar a realidade e saber intervir nela. Lembrar sempre que cada aluno aprende no seu tempo.
É
necessário respeitar o ritmo diferente e individual de aprendizagem de cada
criança, pois os alunos aprendem de várias maneiras, é preciso que o professor
diversifique seus métodos de ensino para que as aulas sejam mais
significativas. Infelizmente existe a ideia de que as diferenças
individuais distinguem bons e maus alunos em decorrência de suas diferenças de
inteligência e aptidão.
O
autor ressalta ainda que atualmente os professores precisam
incluir no seu currículo de formação conhecimentos na área
tecnológica e utilização dos meios de comunicação em massa. Para saber
administrar os recursos informatizados que estão sendo requisitados na sala de
aula como fonte de aprendizado.
Em
relação à prática de ensino o autor é a favor da tendência progressista crítico- social dos conteúdos, ele destaca o papel do aluno como participador e do
professor como mediador, os métodos de aprendizagem são baseados nas estruturas
cognitivas já estruturadas nos alunos e os conteúdos são trabalhados de acordo
com a sua realidade, as temáticas trabalhadas em sala de aula possuem
significação humana e social.
O
ensino deve envolver conceitos pertinentes à realidade do educando porque dessa
maneira ele consegue associá-lo ao seu cotidiano, assim ficará internalizado e
não apenas memorizado, é preciso ensinar a pensar criticamente.
AVALIAÇÃO
Para Libâneo a avaliação é uma
tarefa didática necessária e permanente do trabalho docente, que deve
acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem. Através dela, os
resultados que vão sendo obtidos no decorrer do trabalho conjunto do professor
e dos alunos, são comparados com os objetivos propostos, a fim de constatar
progressos e dificuldades e reorientar o trabalho para as correções
necessárias.
A avaliação é uma reflexão sobre o nível de qualidade do trabalho escolar tanto do professor como dos alunos. Os dados coletados no decurso do processo de ensino, quantitativos ou qualitativos, são interpretados em relação a um padrão de desempenho e expressos em juízos de valor (muito bom, bom, satisfatório etc.) acerca do aproveitamento escolar. A avaliação é uma tarefa complexa que não se resume à realização de provas e à atribuição de notas. A mensuração apenas proporciona dados que devem ser submetidos a uma apreciação qualitativa. A avaliação, assim, cumpre funções pedagógico-didáticas, de diagnóstico e controle em relação às quais se recorrem a instrumentos de verificação do rendimento escolar.
A avaliação é uma reflexão sobre o nível de qualidade do trabalho escolar tanto do professor como dos alunos. Os dados coletados no decurso do processo de ensino, quantitativos ou qualitativos, são interpretados em relação a um padrão de desempenho e expressos em juízos de valor (muito bom, bom, satisfatório etc.) acerca do aproveitamento escolar. A avaliação é uma tarefa complexa que não se resume à realização de provas e à atribuição de notas. A mensuração apenas proporciona dados que devem ser submetidos a uma apreciação qualitativa. A avaliação, assim, cumpre funções pedagógico-didáticas, de diagnóstico e controle em relação às quais se recorrem a instrumentos de verificação do rendimento escolar.


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